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Às margens do rio de mesmo nome, e dominada pela imponente massa rochosa do Padrastro, a Vila de Bogarra está situada em um dos cenários mais belos da Sierra del Segura. Seu vale fértil, cheio de frutíferas, e suas ruas antigas e íngremes conservam o caráter serrano destas terras e convidam a um passeio tranquilo.

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Sobre Bogarra

Patrimônio

As ruas de Bogarra, estreitas e íngremes, ainda conservam certo sabor antigo. Em uma delas, na rua Cítara, fica a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção. Trata-se de um edifício barroco do século XVIII cuja torre se une ao corpo principal por meio de um arco. Entre as três naves, a central é a que possui maior altura. No altar-mor, retangular e plano, há um interessante retábulo barroco, enquanto as capelas laterais abrigam um retábulo neoclássico e um atraente trabalho em ferro do mestre Quijano.

Os arredores da vila oferecem um amplo leque de possibilidades paisagísticas, históricas e esportivas.

A Torre de Haches, almóada, com quatro andares e fachada do século XIII, conserva ainda parte de seu encanto. Nas suas proximidades foi encontrada a célebre Esfinge de Haches, hoje exposta no museu de Albacete.

Ao lado da vila, dominando-a do alto, ergue-se o Cerro do Picayo, imponente massa rochosa que parece observar cada casa da povoação. Do seu cume, ao sul da vila, praticam-se esportes como parapente e asa-delta. A água, canalizada pelo rio Segura e que toca os pés da vila, dá vida a um dos lugares mais belos do município: o Batán de Bogarra. Com infraestrutura turística, o Batán é um monumento ao que dá vida à serra: a água. É ela que recobre as rochas com vegetação verde e densas massas florestais.

Fauna e Flora

A fauna em Bogarra é bastante variada: cabra montesa, águias, corujas, falcões, lontras, toupeiras; porém, destaca-se em número o javali. Mamífero esbelto, com cerdas escuras e espessas cobrindo todo o corpo. A cabeça alongada termina em um disco plano chamado focinho. A cauda longa possui um tufo de pelos na ponta. Possui presas fortes, maiores nos machos; as inferiores são chamadas *naranjas* e as superiores *remolones* ou *almofadadas*. Os maiores chegam a pesar até 130 kg.

Além do javali, também podemos observar outras espécies autóctones: cabra montesa, águias, corujas, falcões, lontras, toupeiras.

A flora em Bogarra é rica e abundante: pinheiros, choupos, azinheiras, giestas, nogueiras, ulmeiros, figueiras, carvalhos. Nesta região convivem harmoniosamente diversas espécies. Às margens do rio Bogarra crescem frutíferas em grande abundância, formando a famosa horta local, ladeada por inúmeros choupos, nogueiras e figueiras. O pinheiro é outro protagonista do cenário verde. Basta observar os Montes da Almenara, um local onde a vista se enche da presença dessas árvores.

Em Bogarra encontramos ainda um Pinheiro-Anão Centenário, de grande beleza e nativo da região. Merecem destaque as amendoeiras, que florescem no início da primavera e são uma importante fonte de renda para os habitantes. Também encontramos oliveiras, que ocupam amplamente os terraços próximos, produzindo o tradicional azeite local. Grande quantidade de ervas aromáticas como alfazema, tomilho, alecrim e sálvia crescem nos férteis campos de Bogarra.

Festas

  • Tapetes de Corpus Christi: realizam-se sempre no fim de semana após o Corpus.
  • Noite de São João: 24 de junho
  • Festa de São Sebastião (encierros): de 20 a 24 de agosto
  • Fogueiras de Santa Luzia: 13 de dezembro